DO DESPREZO AO AMOR...
A embriagues que paltava nossas vidas
tanto fez que nos desfez,
era álcool na ferida...
e não curava nossas mazelas!
Eram noites a fio, quimeras
que se perdiam no percurso da dor.
E nós, feito tolos sonhávamos
com o sol a despertar no horizonte
"juntos" estávamos...
na distancia dos nossos seres.
Uma falsa massa unida,
distorcida, já sem força de amalgamar,
não ungida...
pois que o desprezo se fazia presente
e eu assim, ainda crente
que o castelo
resistiria as ondas do mar.
Ele revolto,
batia em nossas portas
num eterno convite
para que nos embasássemos
referenciando a importância do alicerce
e da solidez da fé...
Mas, nós saíamos em busca do nada
do que deixamos prostrado na estrada do ter
quando partimos...
e distanciávamos do conteúdo do ser/estar
do ser por ser, do ser sonhar...
já tolhidos da essência do todo do divino
pois que o sino já nem badalava,
não ecoava,
não acordava,
a longa noite que dormíamos
num eterno desprezo de não nos vermos...
Mas um dia,
o poeta, ah... o poeta
parece mudar de assunto
ela viaja...
"Toda gravidez será respeitada"
nenhuma mulher será alvejada
a embriagues acordará!
Nossos frutos,
o futuro da humanidade
assim prosperará!
Pois que o movente do nosso eu
não será mais o desprezo de se desprezar...
de não se ver nem se olhar
e sim,
a consonância,
na ressonância do verbo amar.
O MAIS SIMPLES DO VERBO VIVER...
Passeamos no tempo da espera
esperando a era de se passear
e é tanta a espera de se esperar
que a desesperança vem aconselhar ...
E no conselho...na falta da fé ...
o homem nem se vê
fica rodando a pé ...
se estagna, já nem pode voar
e o momento presente,
ele deixa passar ...
Conjugamos no agora o amanhã
sem saber que a hora é esta
e se faz no presente!
Pode ser que no amanhã
estejamos ausentes ...
E o mais simples do verbo viver
passe sorrindo pela (da) gente ...
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