você carrega mil fardos
num sol de rachar o côco
sem folga nem feriado:
tanto em troca de tão pouco!
seu trabalho é invisível.
eu nem sei quem você é...
quais serão os seus motivos?
seus valores? sua fé?
do meu trono de conforto
voa o pensamento absorto
num lapso de compaixão:
"quanto de mim eu perdi
pra não estar nem aí
pras dores do meu irmão?"