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Eloisa Alves

Eloisa Alves

À minha subjetividade está arrebatada pelo caminho hermético de suas palavras! Na minha concepção sobre a escrita, ela deve ultrapassar a materialidade do signo e do significado, nada deve ser convencional e translúcido. O que caracteriza o elemento literário de sua poesia é a contínua e a múltipla decifração entre as lacunas e as palavras. Seu lirismo na Torre de Marfim evoca a interioridade da poesia simbolista!




Eu descobri o seu nome num papel
De pão de mel
Que achei na rua
No pé do aranha céu





O leitor, de fato, pergunta-se, perplexo, admirado e aflito, tomado por sentimentos de ambiguidades: “O que haveria de encontrar o eu lírico neste papel repleto de símbolos? Lá de cima, ele se apaixonou? O que representa realmente a Torre de Marfim? Percebemos que ele está apaixonado pelas alusões em relação à pantera, o demônio querubim, o beija-flor, ou apenas fora uma quimera? Quimera do eu lírico ou do leitor? O leitor também se perde juntamente com as indagações em que o texto nos propõe. Mas choramos quando ele declara o seu labor e seu sofrimento que permeiam os lampejos dos caminhos em Torre de Marfim!




Por favor, meu amigo poeta, continue a escrever sobre a Torre de Marfim! Quero desvendar o oculto das palavras! Quão melancólico é visualizar a imagem de alguém numa torre, entoando sofrimento e deixando cair os pensamentos em fragmentos. E, por favor, não sofra nesta Torre! Raramente, o amor é uma unidade. Um amor sempre oculta outras formas de amar! E sempre, sempre haverá o sofrimento. Eu nunca amei alguém sem derramar lágrimas.


Meu amigo poeta, não nos deixe sem a continuação das nuances das imagens guardadas nesta Torre!


Lembrei-me do personagem do filme “ A Árvore da Vida”. Numa torra de Marfim, recorda-se do passado, e seu próprio trabalho se desdobra em sentimentos de melancolia e dos questionamentos sobre a vida.





Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.

Khalil Gibran











Ederson, de todo o meu coração, eu permaneço embevecida com a construção magnífica da Torre de Marfim!









" https://www.youtube.com/watch?v=qvNQfDfaleo "

Adorei! Parabéns!