Tímido soneto

Com irritante frequência
Surgem sempre, muito fácil,
Idéias que não abraço
Por me faltar eloquência.

Então dói-me a consciência
Porque "o bem que quero não faço"...
E suporto esse fracasso,
Fruto dessa incompetência

Em falar o que me ocorre...
Mesmo pronta vindo à mente,
Na boca a palavra morre.

Então eu sofro silente,
Suportando minha sorte
Que é viver timidamente...

Foto de Arturrro no Unsplash: https://unsplash.com/pt-b...