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O big bang do verso

O big bang do verso

De repente, num espaço atemporal
Repleto de nada, num vácuo absoluto
Desceu um jato de tinta, ríspido, bruto
Lançando a órbita da temática inicial.

Entitulou-se o poema da Existência
E a primeira gigante estrofe, arcaica
Até o último dos versos, ela ainda marca
Pontos que indicam toda a transcedência.

E os observadores curiosos, em simpatia
Estudam as características da linguística
Como quem elaborasse um projeto de nanorobótica

E como quem visita Marte, lê a poesia
Viaja em imaginação, refaz toda sua política
Defronte uma artística regurgitação cósmica.
 
 


Nasceu, então, a poesia!!!! Guarulhos - SP
Rodrigo Ferreira Santos
26/09/2007
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