Alusão Romântica
"Por ti – as noites eu velei chorando.
Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo.".
(Álvares de Azevedo)
Ai de mim! Que sou tão só
À noite me leva pro mar
Como eu poderia ver o sol
Já que não sei onde você está.
Eu tento entender a vida
(Essa aventura que não quer ter fim!)
Minha raiva nela está contida
Por mais que não precisasse ser assim.
Lua cheia que tenta me seduzir
E eu resisto sempre que posso
Nem sempre eu posso sorrir
Oh morte! Por que tu não vens logo?
A lua confronta a beleza e a palidez
Que ao mesmo tempo me assusta e me encanta!
E essa vida que concentra tanta rigidez
E essa morte que sua velocidade abranda.
Um coração tão forte e triste
Que é levado pela grande escuridão
E a minha sereia que me disse:
- O amor e o ódio em ti estarão!
A grande falange em combate
Lutando pela bela musa
E este quão bonito embate
Tenta desmascarar essa intrusa.
O que sou eu? Alguém me diz, por favor!
Ai meu grande e santíssimo Deus
O que sou eu sem amor?
Já que sou mais um filho teu.
Dá - me esse mar tão lindo
Ah, bela e perfeita sereia!
Por mais que eu já tenha te tido
A vida sempre me enleia
Mas não queres ser minha
Deixa-me ao menos te tocar
Pois a morte já caminha
E eu estou a me afogar.
01/10/2004
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