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Escombro

O hoje é só o começo do futuro
Das páginas que antes descreviam
Os planos que de medo se escondiam
Por trás do amanhecer mais obscuro;

E nos nuances do intocável muro
Mil tijolos de orgulho apareciam...
Mas sombras desse dia já luziam,
Desconstruindo o coração mais duro.

E ao contemplar tão grande monumento
Feito de carne, sangue e orgulho tolo,
Profetizei ruína, caos e dor...

E descobri que em mim, sem fundamento,
Sedimentei, tijolo após tijolo,
A engenharia social do amor.


Fábio Paradela
& Ederson Peka
03/06/2005
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