COMPASSO DA ESPERA
tempo que se esvai
miúdo, devagar,
finando na areia
da ampulheta
lembrando vigores
cansados, sonhos
desenganados,
folheios no calendário
vindo no real dos dias
toda melancolia
abatida nos fracos
prenhes de esperanças
no alcance do improvável
na aquiescência cordata
insanos e oscilantes humores
cai aos poucos, vai-se a vida...
28/01/2010
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