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O refúgio do Poeta

Cai à noite
cheira a planta
No campo

[Céu nublado...

Falas e risos,
sorrisos campestres
Pureza na alma

No caminho iluminam,
vaga-lumes toda parte
Que presente!
Adonai, isto foi lindo

Chega madrugada,
sons, bichos todo lado
Aranha verde pela porta
corta o caminho dos andantes

Puros ares,
pulmões adentram
Curam meu corpo
Lavam minha alma
Purificam meu espaço

O poeta encontra seu refúgio


Estar no campo é um refrigeri (frescor da alma), sentir o cheiro das plantas, o ar puro, o silêncio, a televisão não era importante, sim os risos, sem internet. Refúgio da agitação, havia me esquecido como era bom conversar em volta da mesa, água de poço, sons de pássaros pela manhã, caminhar ao ar livre, livre de tudo que agita, paz, simplesmente paz, sem pressa.
A vida muitas vezes passa diante de nossos olhos e não a vemos. Em Santa Branca, sítio da minha prima Laura
Enivaldo Ramos
10/11/2005
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