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Aquecimento Global

Luiz Domingos de Luna
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Sapo Dourado Panamenho
Da floresta americana
Beleza pura que emana
Da natureza em desenho

Amarelo, delgado e pulador.
Afilado, gentil e hospitaleiro.
Cantando no lindo desfiladeiro
Nos bosques um hino de amor

Predador do equilíbrio natural
No habitat rico dos pampas
Deslisa no declive das rampas
Numa felicidade sem igual

Dos rios, lagos e florestas.
Vaidoso no passeio matinal
Não vê o aquecimento global
Devorar sua história sua festa

O Fungo espera para atacar
O Planeta deu sinal de alerta
O fungo voa como uma flecha
O Sapo não vai mais cantar

Amarelo é a cor da atenção
Do sapo panamenho dourado
Da existência já foi tirado
Mais um ser em extinção
Luiz Domingos de Luna
deuteronomioarte@ig.com.br
16/11/2008

Pingo da vida?

Luiz Domingos de Luna
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Era um pingo
Começou a girar
Fiquei a olhar
O Seu caminho

Desceu a ladeira
Parou um segundo
Estava imundo
Cheio de poeira

Bolinha consistente
Ganhou conteúdo
Da parte o tudo
Sempre à frente

Rolou num tinteiro
Ficou colorido
Bicho sabido
Fugiu bem ligeiro

Atravessou uma vala
Passou na ferida
A Bactéria Lambida
A Vida levava

Pingo complicado
Todo disforrmado
É a vida da ferida
Ou o pingo da vida?
Luiz Domingos de Luna
deuteronomioarte@ig.com.br
09/11/2008

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Ref. Bibliográfica
Luiz Domingos de Luna é Professor da E.E.F.M Monsenhor Vicente Bezerra, Rua Cel José Leite s/n, Araçá - Aurora - Ceará. Cep: 63.360.000 Tel (88)35433903.
Fonte:http://sitedepoesias.com.br/poetas/diegoeis/recado/
Nota do Autor:
Material disponívíel para estudo, tudo para o engrandecimento da epistemologia genética da Humanidade.
Na repostagem citar este referência bibliográfica.
Grato,
O Autor.
Luiz Domingos de Luna
deuteronomioarte@ig.com.br
09/11/2008

Interrupção

Luiz Domingos de Luna
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O Tempo quebra o espaço
No grito que foi sufocado
Corpo sem vida parado
Marca do tracejo Compasso

Deixei a marca no aço
Não completei a missão
Estou noutra dimensão
Não sei o que é que faço

A matéria não cabe em mim
A luz não curva o universo
Penso que atravesso
Um Horizonte sem fim

Estás próximo de mim
Mas como manter contato
Não sou um ser de fato
Sou uma onda vaga sem fim

Falta o ponto linha ou cruz
Ou uma voz para falar
Não posso sempre vagar
Numa atmosfera sem luz
Luiz Domingos de Luna
deuteronomioarte@ig.com.br
07/11/2008

Olá!

A LivroPronto Editora convida você, autor, para uma conversa sobre a publicação de sua obra.

Escreva para nós!
gabriela@livropronto.com.br

Um grande abraço!


Gabriela Camerotti
LivroPronto Editora
www.livropronto.com.br
LivroPronto Editora
gabriela@livropronto.com.br
03/11/2008

ate segunda
douglas
leo_nobrega@gmail.com.br
31/10/2008

Onda que chora

Luiz Domingos de Luna
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História dos papéis
O mouse a demarcar
Palavras que somem
Mas que vão voltar

A tela da história
Um trabalho a postar
Um instante eterno
Que não vai durar

Tudo a voar
Sempre escrevendo
De um tempo correndo
Não pode parar

Vida sumida
Na abstração
Vida já vivida
Em outra ilusão

No útero da terra
Vai transformar
Onda que passa
A outro repassa
Sempre a chorar
Luiz Domingos de Luna
deuteronomioarte@ig.com.br
26/10/2008

A Juventude que lê Luiz Domingos de Luna é saudável, honesta, digna, responsável, ética e acima de tudo intelectualizada, respeitando todas as diversidades de opiniões, sem coronelismo, sem o uso da força, mas na {força viva} do pulsar dos argumentos, sem o brilhantismo dos sábios, mas com a atenção e coerência dos eternos aprendizes.
O Autor.
Luiz Domingos de Luna
deuteronomioarte@ig.com.br
22/10/2008

Tentação

Luiz Domingos de Luna
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Toc, Toc, a porta fechava.
Numa linda manhã
Na inocência louçã
Uma Gata me olhava

Uma gata manhosa
De pele macia
Cheia de alegria
Toda fogosa

Dormia e roncava
Ficava admirado
No braço cruzado
Na estrada levava

De uma grande leveza
Inofensiva parecia
Ao passo que transcorria
Um olhar de beleza

Um Automóvel buzinava
Na curva da estrada
A Gata assustada
O Meu lábio rasgava

A tentação do momento
De me sangrar
A boca a rasgar
Desejo cruento.

No lábio a fenda rochosa
A Linha bem cruzada
Cicatriz estampada
De uma gata perigosa.
Luiz Domingos de Luna
deuteronomioarte@ig.com.br
17/10/2008

Passos

Luiz Domingos de Luna
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Passos que passo
Passos que vem
Passos do além
Não sei o que faço

É como um compasso
De um tempo passado
Já foi um chamado
Na imensidão do espaço

Ouvi um grito
Parecia um trovão
Na escuridão
Estava aflito

Pulei noutro astro
Deixei a pisada
Ta lá registrada
Como um mastro

Luz em ebulição
Fiquei assustado
Parece ter entrado
Noutra dimensão

Tudo tão diferente
Um carrossel giratório
Um som vibratório
No meu consciente

Sonho ou realidade
Não sei precisar
É um vôo a voar
Não tem gravidade

Uma mão me puxou
Numa frieza gelada
Não sei mais de nada
Num novo mundo estou
Luiz Domingos de Luna
deuteronomioarte@ig.com.br
06/10/2008


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