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Fuga II

Nesta estrada estou de novo.
O céu caiu...
Não pude suportar o peso.

Onde está a brisa que eu sentia?
Aquela brisa que me levava embora?
Agora, sou angústia de dentro pra fora!

Tanta coisa não mudou...
Meu coração continua gritando...
E por isso tento, mas não consigo chorar!

Gostaria de ser igual a você.
Deixar toda esta angústia dentro (ou fora) de mim,
Para sentir o que está fora (ou dentro) de você.

E ser você.

Jogar no lixo tudo o que é de mim.
Se ainda há alguma coisa boa, tentar guardar...
Guardar, até um dia se tornar ruim.

É como outro poeta já dizia
"Retira-me meu coração
Para que possa eu viver..."

E assim tentar viver em paz...
Em paz comigo mesmo, por dentro ou por fora,
Aqui ou em outros lugares...


Diogo Roberto Reis
08/11/2003
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