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Sol negro

Fitei meus olhos no horizonte
Onde um sol negro despertava
Em minha memória veio a lembrança
Dos tempos de outrora
Onde a luz existia
Repleta de glória

Lembrei-me das aves que cruzavam os céus
Passeando na plenitude, pairando como algodões
Na leveza das nuvens

Lembrei-me do mar que banhava as praias com seu manto
Beijando com espumas de prata
Águas salgadas de pranto

E as arvores? Ah! Que saudade das arvores
Que verdejavam as florestas e os campos
E agora o que resta? Além de brasas e cinzas dispersas

Lembrei-me das pessoas
Os humanos antes tinham pele e cabelo
E também não eram tão tristes quanto hoje

A melancolia me atinge
E do meu rosto uma lágrima se lança ao desespero
Meus olhos sem cílios choram em silêncio.

Ao ver de longe, o astro onipotente
Que antes era rei
E agora é apenas, uma estrela carente
 
 


Sandro Kretus
31/05/2008
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