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Espontânea

Dia desses vi uma poesia maluca
Que chegava saltitando pelo caminho:
Ela vinha sorrindo, me dando carinho,
Um beijo na testa e uma paulada na nuca.

Queria chorar e ela contou uma piada...
Quando eu ia sorrir, ela me beliscou...
Eu tentei entendê-la, e ela se dissipou:
De um jeito ou de outro, era mal interpretada.

Ela rouba meu sono e me diz que me ama;
Ela traz alegria, e por isso a odeio.
Tão confusa, pequena, simples, infinita...

Não faço nem idéia de como se chama,
Quantos anos teria, ou mesmo de onde veio:
Quando quis esquecê-la, ela já estava escrita.


Ederson Peka
07/01/2004
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