Site de Poesias


Seduza-me!

Seduza-me!

Procure-me, mas finja que não me viu.

Enquanto me finjo desconcentrada,

Converse com todos ao nosso lado,

Depois me cumprimente sem receio.

E sem jeito, conte sua piada,

Que mesmo sem graça, darei risada.

Conte-me contente sua visagem,

Que mesmo tola e exagerada,

Fingirei-me ébria e enredada.

E se te atrapalhares, cuidado!

Tropeces com timidez, mas não caia!

Acho fofo você envergonhado...

Aí, chegue mais perto e se sente.

E depois, finalmente, seduza-me!

Esbarre sua mão em mim sem querer.

No fulgor do meu rosto, se aproveite,

Por favor, adiante-se e me beije!

Provoque o toque e vamos daqui.

Nosso corpo e o tempo a pulsar!

Somos antulho, beija-flor, colibri...

Veja o liquor se transubstanciar

Em algo doce, quente e lúbrico,

Pra você me irromper, me sublimar.

Sua mão, sua boca que abismos,

Por onde despenco, deliro, explodo...

Ao final, de alegrias me fadigue.

E tonto se despeça de mim louca,

E amanhã, outro dia, outra vez,

Vai saber, pode ser que você ligue...


Quimera de primavera para enfeitiçar sua imaginação! rsrs Um big beijo em você que me visita! Obrigada! São Paulo, capital.
Elisa Maria Gasparini Torres
28/09/2008
15 comentários

1274 visualizações neste mês

© Todos os direitos reservados




Site de Poesias - Reescrevendo a História