Aos Seres Humanos
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com
Quebrando correntes
No tempo a passar
Mistérios a desvendar
A todo o momento
Se tudo fosse diferente
Teria o ser humano
O pensar, um plano.
Da existência presente
Que show arriscado
De um palco sem fim
O infinito vem a mim
Ou já foi programado
Tanta existência
Quem vai usufruir
O tempo destruir
Ou há consistência
A Vida acompanha
As etapas da curva
Existe uma luva
De potência tamanha
Controlar o processo
De toda imensidão
É plenitude da razão
Ou pensamento, ao inverso.
É do ser humano obrigação
Conhecer todo o infinito
Ou existe um conflito
Buscando interrogação?
Já não é chegado
A hora de saber
Do universo o porquê ?
Na existência - postado.
Barreira Humana
Quando a realidade
Parece muito dura
Sendo verde ou madura
No campo ou na cidade
Busca a oralidade
A notícia genuína
É o fel da mina
Ou a força da idade
Não dá para suportar
A Questão que se lida
É à força da vida
Que não pode parar
Em um assentamento
Colocamos a barraca
De uma situação ingrata
De posse ao pensamento
O Cheiro do cimento
Do queimado ou amargura
Não tem mais bravura
Não pode ser diferente
È a cola do tecido social
Limite de uma operação
È o sim dizendo não
È o operário em construção
É o primeiro sinal
È o vem e vai
Limites sem limites
Limitai!!!
ou Iluminai!!!!
Fonte:Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
moglobo.globo.com/blogs/comentarios.asp?post=97697&
t=O+novo+mundo&n=Blog+de+anota%E7%F5es&q=1… - 18k -
O Obsoleto
- Por que tenho que respirar?
Pisar na terra, no solo, na água e no mar.
Agarrado à gravidade
Para uma besta morte, me levar.
-Não dar para ser diferente?
Tenho que ser dependente
Da terra, do fogo, da água e do ar?
-Por que não sou uma semente?
Para o sopro de a vida continuar
-A clorofila eu sei processar
Ao ar, não preciso contaminar.
Tenho meu próprio alimento
Na terra, no fogo, na água e no mar,
Um planeta livre, rotativo.
- Tem como ficar torto
Não, morto? - não
Com certeza
Está vivo.”
Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
Luiz Domingos de Luna
Reflexo da Fé
A inteligência consome o meu espírito
Para tudo tenho uma explicação
Sou resultado de uma evolução
Assim, sou finito ou infinito?
Construo a grandeza artificial,
Por isto sou grande e efervescente
Mas de manhã quando olho o nascente
Vejo algo mais perfeito e natural
O que faço vejo sem igual,
Pois ao instinto, digo -inteligência.
Ao ser humano isto é essência?
Irracional tendo, a minha é especial.
Sou pequena matéria atrevida
Que vive no minúsco habitado
O agrupamento da soma e resultado
Sou o aqui da minha e tua vida
Mas se o ar que faço não respiro
Onde está minha potência e grandeza
É destruir a natureza?
Sim, -mas…a admirá-la, me admiro.
Sendo ou não religioso
O ar de inferioridade me domina
A beleza natural que me fascina
O Infinito deslumbrante e misterioso
Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
Luiz Domingos de Luna
A Mídia
Mundo maravilhoso
Formadora de opinião
Fonte de informação
Porta voz do povo
O seu erro é perdoado
Por que não teve intenção ?
Força viva da nação
Um fato interpretado
Liberdade de expressão
Da heterogenia social
A paisagem integral
Do mundo em evolução
Do povo soberano
O Estado de direito
Prefiro o defeito
A mordaça do tirano
Alimento da liberdade
Força da democracia
Tem poder e magia
É liga da sociedade
Mídia, povo e estado
Integração e harmonia
Luz de sintonia
A Beleza do separado
A junção do untado
Luz da democracia !
Fonte: Migalhas: Luiz Domingos de Luna
Menina de Luz !
No túnel do tempo
Os arranjos a rondar
Em um mundo a rodar
Na dor do momento
É hora de pensar
Os novos arranjos
Ou então mais anjos
O preço a pagar
Qual o defeito?
Da imantação
Em combinação
Que não vai fechar
Sofre a menina
De uma, psicologia assombrada
Duma ligação quebrada
De sonhos caídos
O Íntimo do ser
Que não vai untar
Uma união que não une
Que teima em quebrar
Quem acredita chora
Não tem simplicidade
O psicológico arrasado
E o mundo evapora
Um anjinho subindo
Um mundo sumindo
Não tem mais amor
Cuidai senhor!
Da mártir da hipocrisia
Da força doentia
De um amor enganador
Subiste ao céu
È o seu atesto
Um mundo desonesto
Rasgaste o véu
Derramai leite e mel
Nesta sociedade
Lama da maldade
O gosto do fel.
Foste o exemplo
Já se viu o fracasso
A fragilidade do aço
Da mente doentia
Foste sadia,
Sábia revelação
Da falsa união
Revelaste a hipocrisia
fonte: Blog. O Estadão/L.uiz Domingos de Luna
Universo Paralelo
Luiz Domingos de Luna
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No palco da existência
Bilhões de combinações
Infinitas proporções
Da matéria a essência
O Universo unificado
Longe da imaginação
Entrar numa prisão
Por tempo determinado
Matéria não adaptada
A um tempo a correr
Na dependência sofrer
Corpo, a vida deixada.
É uma ida, uma volta.
É o estar é o ser
É o Poder é o ter
É uma reviravolta?
Entrar numa dimensão
Do tudo - Do nada nasce
É apenas um disfarce
Do nada a terra o chão
É uma magia encantadora
Toda carne é morredoura
Sem ela, a imortal.
Alma sonhadora
Na vida a vagar.
Uma compreensão
Uma explicação
Ninguém quer falar
Quem pode entender esta seta
Que a história inquieta
Teima em voltar.
Passeio Cósmico
Luiz Domingos de Luna
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Entre galáxias quentes
Quasares gigantes
Tudo tão distante
É tão diferente
Não tem gravidade
É uma queda de gênio
Não tem oxigênio
Estranha suavidade
O terror da matéria
Viva atrevida
Não tem vida
Do humano a miséria
Não tem cultura
Luz escuridão
Alma em aflição
É somente tortura
O medo grita
O silêncio calado
No mundo gelado
Sem terra e guarita
Há anos, ativo.
Vejo um ponto
Pare uma foto.
E ali que vivo
Um traço obscuro
Não parece uma bola
A câmera giratória
A terra procuro
Perdido no infinito
Leva-me de volta
De tanta viravolta
Sinto-me perdido
Que tal existência
Aonde vai me levar
Onde queres chegar
Só vejo a ausência
Nos confins um grito
Não sei decifrar
Mas vou escutar
E assim repito
Um barulho estranho
Parece um cano
A água derramar
Cadê gravidade
A tua humanidade
Para poder parar
Vejo-me girando
Eu mesmo falando
Onde vamos chegar
Tudo é mistério
Grande interrogação
È poder da matéria
Ou da criação?
Luiz Domingos de Luna
Prezado poeta Diego, com o advento da devastação do planeta, de forma acelelerada, a bola azulada, fica a cada dia de cor marrom. Assim, usei o seu espaço para protestar contra esta política desenfreada de consumismo a qualquer custo, tenho vários trabalhos publicados on line. Caso queira acessar é somente digitar meu nome em sites de busca disponíveis. Penso que somente os poetas com a intimidade na existência do ar do "eu" interior, conseguem problematizar esta situação caótica em que vivemos, Espero que tenha gostado.
Atenciosamente,
Prof. Luiz Domingos de Luna
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www.meninodesuaurora.com.br
O Tempo
Luiz Domingos de Luna
www.meninodeusaurora.com.br
Em um canto caído
O mundo a girar
A vida a passar
Encantos sofridos
Corpos envelhecidos
Suaves serenatas
Existência ingrata
Onde queres chegar?
Pisando a paisagem
Em uma passagem
Sempre a moldar
Com sua influencia
Queima a paciência
Quem vai desvendar?
Um novo dia
O sol já raiou
O momento passou
Não vai mais voltar
Do silêncio ao ruído
Num canto perdido
Do universo a girar
Vai-se perguntando
Cantando ou chorando
Onde queres chegar?
Dor desmedida
Dúvida da vida
De o mar serenar
Ficou a história
Em nossa memória
Teima em passar